Olá meus queridos, já tinham saudades!?
Sabem como é, nem sempre a disponibilidade é muita, mas graças a Deus, consegui tirar um bocadinho de tempo para conversarmos e reflectirmos um pouco.
Quando comecei a escrever este Memorial, ainda não sabia muito bem qual o tema que iria escolher. Espero que apreciem o que vou partilhar convosco, e acima de tudo, que estas palavras vos ajudem em algum aspecto da vossa vida.
Esta semana, enquanto via os meus alunos a fazerem os exercícios, repetitivos, na água, lembrei de quantas vezes eu não faço o mesmo com a minha vida. Quantas vezes não faço simplesmente o usual, o normal, o que é comum, e me deixo levar pela corrente da vida, num mar onde as ondas descem e sobem e não nos deixam ver muito mais além do que a próxima onda. Só que há uma diferença, os meus alunos não se concentram mais de 5min, por isso, após esse período de tempo, eles já estão a fazer outra coisa qualquer, em principio o que eu não quero... mas mesmo sabendo isso, fazem na mesma, arriscam, seguem os seus instintos. Eu nem sempre actuo assim, sou mais conformista e acho que as coisas devem permanecer quase sempre da mesma forma! Ou seja, não gosto de mudanças.
Numa certa perspectiva, que falaremos numa próxima oportunidade, nem todas as coisas são sujeitas às mudanças ou se devem actualizar, há coisas que devem permanecer exactamente como sempre foram.
Mas a perspectiva que vos quero falar hoje, tem a ver com o oposto, quando há a necessidade de uma mudança.
Todos nós, mais cedo ou mais tarde, iremos ter de enfrentar esta realidade, a Mudança. Quer seja em relação a uma casa, região onde vivemos, amigos, namorados... enfim!
Eu já tive várias experiências nesta área, para terem uma noção, houve um ano em que mudei de casa 3 vezes!!! Sim, leram bem, 3 vezes!!! Para mim isto foi bastante confuso e perturbador, andar sempre de um lado para o outro e acima de tudo não tinha estabilidade, e acho que aqui está a cerne da questão, estabilidade, quer seja física, mental ou espiritual.
Nem sempre é fácil ultrapassar mudanças, mas também depois darmos o primeiro passo rumo a essa mudança, o caminho começa a ser mais fácil, e aos poucos vamos ver que crescemos e amadurecemos.
E não nos devemos esquecer que depois de uma tempestade ou de uma nuvem escura que se atravessa sobre nós, o Sol aparecer sempre de seguida, forte e imperioso.
Encontrei na letra de uma núsica que ouvi noutro dia um pensamento que pode ilustrar o que acabei de dizer:
"It's a brand new day
The sun is shinning
It's a brand new day
For the first time
In such a long long time
I know
I'll be ok."
Joshua Radin - Brand new day
Gosto particularmente dos dois últimos versos que mostram a confiança que um cristão deve ter, não em si próprios, mas em Deus.
Amigos, por hoje é tudo, até ao próximo Memorial...