Meus queridos, o memorial que quero trazer-vos hoje está relacionado com algo que desde sempre fiz, mas que por vezes não sei como fazer.
Estranho, não é? Como é que algo que é um hábito, de repente passa a ser algo estranho?
Estas são algumas questões que tenho colocado a mim próprio e que peço que reflitam também.
Orar, oração, prece... escolham a palavra com que mais se identifiquem, este é o memorial a que me refiro.
Desde que sou gente, que orar é uma prática normal na minha vida. Aprendi a orar mesmo antes de saber andar e falar correctamente...
Não o faço por obrigação, mas com plena consciência do acto em si.
Sempre me dirigi a Deus em oração, sendo este um dos meios para falarmos com ele.
Neste contexto, há duas posições que podemos optar: ou banalizamos demais a oração ou nos desleixamos. O que é que eu quero dizer com isto. Muitas vezes, como o stress do dia-a-dia e com todas as ocupações que temos, o tempo é muito escasso para orar (esta é a desculpa que arranjamos para nós mesmos, para nos sentirmos bem perante Deus), e quando damos por nós estamos a pensar "será que pedi a benção de Deus para os alimentos", isto depois de orarmos pela refeição que temos à nossa frente! Ou então, deitamo-nos debaixo dos lençóis para ir dormir, e mesmo mesmo antes de adormecermos, lembramo-nos de orar. Flectimos um pouco a cabeça, com muito esforço, e começamos a orar... de seguida ouvimos o despertador, onde o interlocutor, fala do transito caótico ou sobre as noticias mediaticas do momento. Não sabendo muito bem onde estamos, sentimos que alguma coisa não está muito bem, e aí lembramo-nos, "Ups.. eu estava a orar...".
Estes são só alguns exemplos de como nos desleixamos e desrespeitamos a oração. Isto não é também, desrespeitar Deus?
Ora vejamos, alguma vez nos passou pela cabeça começar a falar com o nosso melhor amigo sobre os nossos problemas, agradecer-lhe por ele nos ter ouvido e no fim da conversa não nos lembrarmos do que lhe dissemos? Adormecemos a meio dessa conversa com o nosso melhor amigo?
Isto parece quase ridículo, mas é exactamente isto que fazemos a Deus, deixámo-Lo "pendurado", e o pior é que nos justificamos muitas das vezes, "eu até estava com muito sono e cansado" ou entao, "de certeza que Ele vai entender que quase não tive tempo para orar pelos alimentos. Eu nem comi muito!!"
O problema nisto tudo é que, sem darmos conta, a nossa relação com Deus vai-se apagando, e aos poucos vamos questionando Deus por uma coisa, depois por outra, de seguida revoltamo-nos porque Deus não nos houve e não fala. E o que é que aconteceu na realidade? Fomos nós que O afastamos, que não disponibilizamos o tempo que Ele nos deu para estar com Ele (não temos tempo para estar com o Deus do tempo) e no final ainda nos queixamos por cima!
Ao pensar em tudo isto, um texto Biblico ocorreu-me: II Crónicas 7:14 que diz: "se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."
Talvez aqui possamos encontrar o inicio da solução aos nossos problemas. Em primeiro lugar temos de nos humilhar, olhar para dentro de nós e ver que somos pequenos, que temos defeitos, limitações, e após esta tomada de consciência ir a Deus, orando, pedindo-Lhe que nos ajude a mudar a nossa vida. Se conseguirmos realizar isto, o Senhor deixa-nos a promessa que vem no final do versículo "então, eu ouvirei dos céus"...
Não deve isto deve ser motivo de alegria para nós?!
Agora consigo entender o porquê dos meus deslizes, e já entendo melhor porque é que algumas vezes sinto que não sei orar. Só quando tenho Deus ao meu lado e O busco de todo o meu coração, só nessa altura poderá haver uma transformação no meu ser que se vai reflectir na minha vida. Afastando-me de Deus, naturalmente tudo o que se refere a Ele vai-se desvanecer.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário